https://www.seer.ufrgs.br/index.php/ConjunturaAustral/issue/feed Conjuntura Austral 2022-12-09T17:13:08-03:00 Conjuntura Austral conjunturaaustral@ufrgs.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">A Conjuntura Austral: Journal of the Global South é uma publicação trimestral, criada em 2010, em Porto Alegre, Brasil, pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos Internacionais (PPGEEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), uma instituição sem fins lucrativos, pública e voltada ao ensino e à pesquisa. A revista publica, trimestralmente, trabalhos de Relações Internacionais com foco nos países que integram o Hemisfério Sul, tendo como área geográfica de abrangência a África, a Ásia e a América Latina, na perspectiva dos grandes temas das relações internacionais, especialmente as agendas de segurança, diplomacia e desenvolvimento. As contribuições publicadas pela revista são na forma de Análises de Conjuntura, Artigos de Pesquisa e Resenhas Bibliográficas, podendo ser escritas em português, inglês ou espanhol. Tem como público alvo pesquisadores, especialistas e pós-graduandos e graduandos da área de Relações Internacionais.</p><p style="text-align: justify;">A Conjuntura Austral não cobra taxas de publicação dos autores, e disponibiliza todo o conteúdo de suas publicações em formato digital e de forma gratuita.</p><p style="text-align: justify;">A revista aceita a submissão de trabalhos depositados (de maneira prévia ou simultânea à submissão) em servidores de preprint.</p><p style="text-align: justify;">As contribuições publicadas pela revista são submetidas à avaliação científica, utilizando o sistema de revisão por pares, que será na modalidade duplo-cego para manuscritos inéditos.</p><p style="text-align: justify;"> </p><p style="text-align: center;">DOI: <a href="https://doi.org/10.22456/2178-8839"><span style="color: #a4386b;">10.22456/2178-8839</span></a></p> https://www.seer.ufrgs.br/index.php/ConjunturaAustral/article/view/128328 Rússia e Ucrânia: 2022-11-20T14:55:08-03:00 Fabiano Mielniczuk fabiano.mielniczuk@ufrgs.br <p><span style="font-weight: 400;">A presente guerra entre Rússia e Ucrânia aturdiu um grupo bastante representativo de acadêmicos e diplomatas ocidentais. Entretanto, frente à então "inesperada" anexação da Crimeia, ocorrida em 2014, e o início do confronto no Donbass, tal postura seria no mínimo incauta. Esta análise de conjuntura tenta dar conta das origens do problema a partir da complexidade empírica da relação russo-ucraniana e da incapacidade teórica da disciplina de relações internacionais em perceber o círculo vicioso entre identidades e interesses, o qual foi fundamental para chegarmos à situação atual. À guisa de conclusão, sugere-se que a única alternativa para cessar a violência imediatamente seria a declaração unilateral da OTAN de uma moratória ao ingresso de novos membros, por um prazo bastante estendido, e o comprometimento de se iniciarem negociações sobre um estatuto de neutralidade militar da Ucrânia.</span></p> 2022-12-09T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Fabiano Mielniczuk https://www.seer.ufrgs.br/index.php/ConjunturaAustral/article/view/128040 A Guerra Russo-Ucraniana no Contexto Eurasiano 2022-11-05T13:39:34-03:00 Gabriel Pessin gabriel.pessin@gmail.com <p>A guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022 é um dos eventos de maior impacto das primeiras décadas do século XXI, pois ocorre no coração do continente eurasiano e envolve, direta ou indiretamente, grandes potências do sistema internacional. A presente análise de conjuntura do conflito tem como foco a disputa pela Eurásia e parte da perspectiva russa. A hipótese sustentada é a de que a guerra russo-ucraniana representa uma nova inflexão na política externa russa decorrente do fracasso de sua estratégia voltada para a Eurásia em curso desde 2012. Ao longo do texto é abordada a relevância da Eurásia no sistema internacional, o desenvolvimento da política externa russa, em especial a partir de 2012, a crise ucraniana de 2014 e o conflito referido. Ao final a análise discorre sobre os impactos do conflito para os alinhamentos na Eurásia e para a política externa russa.</p> 2022-12-09T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Gabriel Pessin https://www.seer.ufrgs.br/index.php/ConjunturaAustral/article/view/128157 A guerra na Ucrânia 2022-11-22T12:04:17-03:00 Vicente Ferraro vgferraro.jr@hotmail.com <p>Guerras moldam identidades, estados e regimes políticos. Este artigo tem por objetivo analisar as três fases da guerra na Ucrânia e o seu impacto nas sociedades russa e ucraniana, em particular seus efeitos humanitários, econômicos, políticos e identitários. Também aborda a situação política e social nos territórios ocupados e anexados pela Rússia. O estudo teve como referência dados oficiais da ONU, ONGs internacionais, centros de pesquisa de opinião pública da Rússia e da Ucrânia, bem como acadêmicos e canais midiáticos da Rússia, Ucrânia e outros países. Oito meses de guerra causaram enormes danos à Ucrânia: mais de seis mil civis foram mortos, milhões deixaram suas casas, o PIB caiu de 30% e o país perdeu 15% do território. Na Rússia, embora a economia tenha apresentado significativa resiliência frente às sanções ocidentais, o prolongamento da guerra já causa insatisfações. O conflito foi instrumentalizado por Vladimir Putin para endurecer ainda mais o seu regime autoritário. Ao contrário de seu projeto etnonacionalista, a resistência no Leste e Sul da Ucrânia evidencia que a proximidade linguístico-cultural não necessariamente se traduz em uma lealdade automática ao Estado russo. A própria guerra tem potencial de distanciar a identidade ucraniana da Rússia, estimulando animosidades de longo prazo.</p> 2022-12-09T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Vicente Ferraro https://www.seer.ufrgs.br/index.php/ConjunturaAustral/article/view/124411 É hora de dissuadir a dissuasão? 2022-09-21T19:51:53-03:00 Marcos Valle Machado da Silva mbvalle2002@yahoo.com.br Carlos Eduardo Ribeiro de Macedo carlosermacedo@yahoo.com.br <p>À luz da relevância do conceito de dissuasão para as estratégias dos Estados, e da decorrente correlação entre o referido conceito e alguns armamentos específicos, este artigo busca discutir como a incorporação de um submarino de propulsão nuclear, pelo Brasil, pode contribuir para a geração de efeitos dissuasórios. Apoiado em registros passados e em teorias contemporâneas sobre o tema, o artigo examinou como funcionou a dinâmica dissuasória antes e durante a Guerra das Malvinas. Assim, utilizou-se o método do estudo de caso para evidenciar se e como os submarinos de propulsão nuclear do Reino Unido foram instrumentos de dissuasão ao longo de um conflito eminentemente naval. Após a contextualização teórica e a verificação de sua aplicação histórica, confirmou-se o argumento segundo o qual, para que a dissuasão, que se espera decorrer da aplicação operacional de um dado armamento, venha a surtir efeitos no nível político-estratégico, é necessário que essa aplicação esteja em concerto com uma grande estratégia nacional que dê demonstrações inequívocas da disposição estatal para o efetivo emprego desse dado armamento. Caso contrário, a dissusão poderá não ocorrer, haja vista que a dissuasão operacional não se reveste, automaticamente, em dissuasão político-estratégica.</p> 2022-12-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 CARLOS EDUARDO DE MACEDO https://www.seer.ufrgs.br/index.php/ConjunturaAustral/article/view/125214 A CEDEAO e a gestão dos conflitos violentos na África Ocidental 2022-07-03T23:43:44-03:00 Mario Goncalves goncalvesmacorreia@gmail.com <p>Neste artigo discutimos o conflito violento na Guiné-Bissau (1998-1999) e as intervenções para a Paz da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) neste pequeno país lusófono. Traçamos como objetivo analisar as influências das dinâmicas históricas, regionais, e institucionais tanto na eclosão da violência armada como nos processos de paz liderados pela CEDEAO. Defendemos que as contradições existentes na Guiné-Bissau e que incitaram a violência armada de 1998-1999 são consequências do processo colonial e das dinâmicas interétnicas originadas/fomentadas na luta armada para a independência do país, da forma como se processou a transição de poder de Portugal para o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e as dinâmicas de poder emergidas no pós-independência, mas propriamente, depois do golpe militar de 1980. Á luz dessa abordagem histórica, do exame das dinâmicas regionais e institucionais (CEDEAO) e sob a égide dos Estudos para Paz e dos Estudos Críticos de Segurança, argumentamos que as intervenções para a paz da CEDEAO na Guiné-Bissau ficaram marcadas pelas disputas, luta pelo protagonismo entre as ex-potências coloniais.</p> <p> </p> 2022-12-09T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Mario Goncalves https://www.seer.ufrgs.br/index.php/ConjunturaAustral/article/view/126987 Horizontal inequalities and multi-sectarian societies 2022-09-13T14:41:49-03:00 Danny Zahreddine danny@pucminas.br Guilherme Di Lorenzo Pires guilherme740@gmail.com <p>After the beginning of the Arab Spring and the conflict in Syria, researchers worldwide are trying to understand the reasons that led to the civil war in that country. Many hypotheses are raised, from the deterioration of socioeconomic conditions, the increasingly harsh political and police repression against the regime's opponents, to the interest of regional powers in changing the Syrian regime. In this article, we decided to explore another dimension of conflict. After applying a questionnaire to a group of Syrian refugees in Brazil, we sought to understand the perception of respondents about the existence or not of horizontal inequality between the Syrian religious groups, in the economic, social, religious, political and cultural spheres. The result sheds light on the important role of the perception of horizontal inequality between groups as an essential source of discontent and frustration, which may have contributed to the breaking of the Syrian state's social-political pact.</p> 2022-12-09T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Prof. Danny Zahreddine, Prof. Guilherme Di Lorenzo Pires https://www.seer.ufrgs.br/index.php/ConjunturaAustral/article/view/127174 Novos sentidos sobre o Brasil Grande Potência 2022-09-24T12:36:47-03:00 Vinícius Henrique Mallmann viniciush.mallmann@hotmail.com André Luiz Reis da Silva residasilva@hotmail.com <p>Objetiva-se analisar, por meio do discurso, a construção da imagem – interna e externa – do Projeto “Brasil Grande Potência” e como essa imagem foi transmitida e utilizada pelos meios políticos e diplomáticos para projetar o país como uma Potência. Foram analisados, previamente, os 102 discursos de Médici, bem como os 4 discursos proferidos pelo chanceler Mário Gibson Barbosa para a ONU durante o seu mandato. Dos discursos de Médici, foram selecionados os que melhor representavam as ações do governo e a sua interlocução com o Projeto “Brasil Grande Potência” e nos quais foi identificada a palavra-chave “desenvolvimento”. Tais discursos foram contrastados com a bibliografia existente (artigos, livros, documentos oficiais e da imprensa). Após a seleção, foi aplicada a teoria de Análise de Discurso a fim de esboçar como o processo discursivo desse projeto foi realizado. Chega-se à conclusão de que o Projeto “Brasil Grande Potência” encontrou obstáculos na esfera internacional (materializado na crítica ao "congelamento de poder") na busca pelo desenvolvimento, o que gerou uma dicotomia discursiva da projeção da imagem do país: internamente, era tratado como uma Grande Potência; externamente, como um país intermediário ou uma Potência Média.</p> 2022-12-09T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Vinícius Henrique Mallmann, André Luiz Reis da Silva