Escolhendo um final alternativo, do parafrástico ao polissêmico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2595-4377.92307

Resumo

A necessidade de trabalhar a linguagem em sua discursividade, notadamente a ideologia nas práticas discursivas que constituem o sujeito, é o foco da Análise do Discurso de linha francesa. Por este viés teórico sobre o estudo da linguagem é que se propôs a leitura e posterior escrita da escolha de um dos finais alternativos sugeridos pelo livro Samanta gorducha vai ao baile das bruxas, de Kathryn Meyrick em uma turma de 4º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública estadual do município de Sant’Ana do Livramento. O objetivo da atividade de leitura foi mostrar aos alunos que a língua não é estável, nem transparente, já que o discurso é opaco, logo permeado de historicidade e subjetividades. Portanto, vê-se que é importante o trabalho com textos que permitem a polissemia, além do debate sobre certos efeitos de evidência como o dos padrões de beleza, pois assim são fornecidas condições favoráveis ao discente de produzir sentidos, texto e discurso. O resultado obtido com esta proposta foi a percepção de que o corpo dos sujeitos é uma construção discursiva articulada com as condições de produção e a historicidade.

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Biografia do Autor

Carolina Fernandes, Universidade Federal do Pampa

Professora Adjunta do curso de Letras da Universidade Federal do Pampa e do Mestrado em Ensino de Línguas (Unipampa), doutora em Letras pela UFRGS. Líder do grupo de pesquisa Estudos Pêcheutianos e vice-líder do grupo Linguagem e Currículo.

Susane Andrade Rodrigues, Universidade Federal do Pampa

Mestranda do Curso de Mestrado Profissional em Ensino de Línguas pela Universidade Federal do Pampa, campus Bagé, professora da educação básica na rede pública da cidade de Santana do Livramento, RS.

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Publicado

2019-12-31