Quando ouvi falar de Stálin pela primeira vez, pensei que fosse um conto de Fadas: Stálin e os comunistas no Brasil

Tiago João José Alves

Resumo


O artigo pretende aclarar o imaginário comunista brasileiro a respeito de Josef Stálin, dirigente da URSS. O recorte temporal está localizado no alvorecer da Guerra Fria, de 1946 a 1953, período convencionado por Fred Halliday, como a Primeira Guerra Fria. As fontes escolhidas foram os jornais Voz Operária e A Classe Operária, órgãos do Partido Comunista do Brasil. No contexto da Guerra Fria, o mundo viveu disputas e tensões entre e em torno das duas maiores potências do globo: EUA e URSS. O PCB, por meio de identificação, recepção e assimilação do universo soviético, constituiu a sua visão da Pátria Socialista. Esse imaginário buscou fazer propaganda de supostas virtudes da URSS e contestar os EUA, principal rival dos soviéticos. A URSS se tornou uma vitrine para os comunistas, e Stálin, o arquiteto dessa utopia. Por meio de símbolos, mitos, histórias e rituais, os comunistas brasileiros buscaram fortalecer e delinear seu imaginário. Transformados em imagens invioláveis e puríssimas, os símbolos e personagens do universo soviético serviam como “escudo e espada” nos embates da Guerra Fria. Quer dizer, tanto serviam para fortalecer a defesa das ideias comunistas quanto para promover o avanço de suas posições.


Palavras-chave


Guerra Fria; Relações Sociais de Dominação e Resistência; Stalinismo;

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