A grande família Silva brasileira: a midiatização como processo interacional de referência

Daysi Lange Albeche

Resumo


O estudo de caso do programa A grande família, pela Rede Globo de Televisão (RGT), apresenta algumas inferências sobre as lógicas específicas e a proposta de interação que permeia a relação mídia e sociedade. Nesse sentido, propõe trabalhar com os seguintes indicadores: do ponto de vista temático, o programa propõe apresentar, em tom de leveza e humor, problemas que enfrentam as famílias brasileiras de classe média e de diferentes faixas etárias, que habitam os subúrbios das grandes metrópoles nacionais. Os perfis dos personagens caracterizam “tipos” ou “personificações” que permitem tratar os diversos tópicos e temáticas que caracterizam a proposta de interação do programa. Eles não pretendem representar diretamente a família dos espectadores – mas fornecem “modelos mais ou menos reconhecíveis pelos receptores” – permitindo reconhecimento e opiniões, acordos e desacordos – assim como inferências e posicionamentos, pelos espectadores, sobre as atitudes e sobre a “personalidade” dos componentes de A grande família. Os perfis também caracterizam uma espécie de padrão mediano representativo do ângulo “vida privada” e se oferecem como “referência de contraste”. E as “tensões dramáticas” além de oferecer ambiente para efeitos de humor, de suspense, de riso cruel ou apaziguador informam sobre a ética e as lógicas do programa.


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