A linguagem como intervenção política: uma análise sobre a contribuição de Quentin Skinner

Debora Regina Vogt

Resumo


Após o giro linguístico é possível perceber, no âmbito da historiografia, uma aproximação da história em relação à linguística e a teoria literária. Uma das consequências desta relação é a problematização quanto às questões de sentido presentes tanto em nossas fontes como nos textos que produzimos. Se a língua não é mero acessório, que reflete certo mundo político e intelectual, é possível vê-la como prática política e elemento de intervenção e de debate. Através da análise da contribuição do historiador inglês Quentin Skinner, desejo, através deste artigo, demonstrar a metodologia do professor que, embora concebida, primeiramente, para textos clássicos da filosofia, pode ser pensada para textos literários em seu sentido mais amplo, de modo a perceber a prática literária também como prática política.


Palavras-chave


Quentin Skinner; linguagem; literatura; filosofia

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