Nobres leitores: recepção de romances pela família imperial brasileira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1981-4526.120503

Palavras-chave:

família imperial brasileira, romance, leitura, recepção, circulação de impressos.

Resumo

Este trabalho analisa a recepção de romances por membros da Família Imperial Brasileira com o objetivo de compreender como obras desse gênero foram lidas e entendidas por parte da elite oitocentista. Para tanto, foram considerados os relatos de leitura presentes no diário da imperatriz Teresa Cristina, escrito entre 1856 e 1887,  e nas cartas trocadas entre o imperador Pedro II, a princesa Isabel e a imperatriz, entre 1854 e 1889. Suas práticas de leitura são apresentadas e analisadas por meio do exame de três aspectos principais: de que forma os romances eram lidos e como circulavam; quais opiniões foram externadas sobre o gênero romanesco; e que conceito foi formulado sobre Ivanhoé, romance de Walter Scott, objeto de discussões literárias entre o Pedro II e a princesa Isabel. Conclui-se que a família imperial reagiu aos romances de maneira semelhante à dos leitores comuns e que é falsa a ideia de que romances eram destinados a públicos pouco instruídos, formados por mulheres, jovens e pobres. 

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Biografia do Autor

Larissa de Assumpção, Universidade Estadual de Campinas

Doutoranda em Teoria e História Literária pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas

Márcia Abreu, Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas.

Profa. Dra. do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas

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Publicado

2021-12-13

Como Citar

Assumpção, L. de, & Abreu, M. (2021). Nobres leitores: recepção de romances pela família imperial brasileira. Nau Literária, 17(2), 4–29. https://doi.org/10.22456/1981-4526.120503

Edição

Seção

Seção Livre