REPRESENTAÇÕES DA OBESIDADE NO CINEMA: O “BURGUÊS GORDO” EM A GREVE (1925) DE EISENSTEIN

Cezar Barbosa Santolin, Luiz Carlos Rigo

Resumo


O objetivo deste ensaio foi analisar o filme A greve (1925), de Sergei M. Einsenstein, como fonte primária da história das representações da obesidade no cinema. Utilizou-se a metodologia da análise discursiva da enunciação, numa perspectiva foucaultiana. Após assistir ao filme, identificaram-se quatro trechos considerados relevantes. Com as análises, constituíram-se dois enunciados: 1) os burgueses são corpulentos e gordos; e 2) os burgueses gordos são irascíveis. Ambos os enunciados indicam uma situação oposta à contemporaneidade, quanto às características atribuídas à obesidade e associadas a grupos socioeconômicos. Além disso, reforça a tese de que houve uma politização da corporeidade no processo histórico de inversão valorativa da condição denominada, naquele tempo, corpulência. Concluiu-se que o cinema pode ter sido uma ferramenta de propaganda ideológica fundamental na difusão desses novos valores, que podem ser identificados na contemporaneidade.


Palavras-chave


Obesidade. História. Filmes cinematográficos.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.91815

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