Bens culturais, mercado e italianidade: memórias da imigração no Rio Grande do Sul

Luis Fernando Beneduzi

Resumo


A imigração italiana constituiu um fenômeno importante na história do Rio Grande do Sul, seja do ponto de vista étnico-cultural, seja político, econômico ou social.  A mão-de-obra dos imigrantes contribuiu para a diversificação da economia gaúcha já nas primeiras décadas do século XX. Por outro lado, esse desenvolvimento econômico colaborou para o nascimento de uma elite étnica local que, na década de 1920, tomou para si o direito/dever de produzir a memória de uma imigração vitoriosa.  Portanto, já nas décadas de 1920-1930, memória, narrativas sobre a imigração italiana e italianidade se entrecruzavam com a economia e a política, indicando uma etnia que contribuiu para o progresso econômico e social do estado. No tempo, os momentos de crescimento do brand “Itália” nos mercados interno e exterior se sobrepuseram a uma ênfase na positividade étnica italiana.  O objetivo do presente artigo é buscar compreender quanto dos códigos de italianidade contemporâneos remontam àquele momento primordial da década de 1920 e como o mercado foi moldando este novo produto de consumo, os bens imateriais associados aos ítalo-gaúchos.


Palavras-chave


Identidade étnica. Imigração italiana. Bens materiais e imateriais. Mercado de consumo.

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DOI: https://doi.org/10.19132/1808-5245260.93-120



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Classifica ção Qualis: A2 - Comunicação e Informação; B2 - Ciências Ambientais; B3 - Administração, Ciências Contábeis e Turismo; B4 - Sociologia; B5 - Engenharias I.

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