UMA ARTE SONORA ABSOLUTA, QUE NÃO SE CHAMA MÚSICA, SEGUNDO KURT WEILL (1925)

Sérgio Freire

Resumo


A crônica de Kurt Weill, “Possibilidades da radioarte absoluta”, escrita em 1925, aborda uma série de questões ligadas ao uso e às influências de novas tecnologias na criação artística, mais especificamente aquelas relacionadas ao possível desenvolvimento de um novo gênero musical puramente auditivo já na primeira metade do século XX. As especulações de Weill, fruto da grande efervescência cultural existente no período entreguerras alemão até a ascensão
do nazismo, trazem contribuições valiosas para o estudo de uma “pré-história” da música eletroacústica. Temas como a invisibilidade do meio, a ampliação da paleta sonora, o processamento de sons e o fim do estrelismo são ali abordados, ao lado de questões mais gerais, ligadas às relações entre arte e técnica, arte e política, cinema e radioarte. Encontra-se em anexo uma tradução dessa
crônica para o português, autorizada pela Fundação Kurt Weill para a Música, de Nova York.

Palavras-chave


Kurt Weill, radioarte, música eletroacústica.

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