NÍVEL DE COMPARABILIDADE DAS PRÁTICAS CONTÁBEIS DOS ESTOQUES DE EMPRESAS DO RAMO VAREJISTA LISTADAS NA BM&FBOVESPA

Lucas Vieira Coelho, Mariana Campagnoni, Suliani Rover

Resumo


Este estudo visa verificar o nível de comparabilidade das práticas contábeis de mensuração, avaliação e evidenciação dos estoques das empresas varejistas listadas na BM&FBovespa nos anos de 2010 a 2015. Foram analisadas 72 Demonstrações Contábeis (DCs), incluindo Notas Explicativas (NEs), de 14 empresas varejistas no período. Com base em checklists, indicadores estoque/ativo total e no índice T de comparabilidade proposto por Taplin (2004), analisaram-se os níveis de comparabilidade das formas de mensuração (método de custo – MC; valor realizável líquido – VRL), avaliação (custo médio – CMd; primeiro a entrar, primeiro a sair – PEPS; valor específico – VE) e de divulgação dos dados relativos a estoques na amostra. Quanto à prática de mensuração, obteve-se um índice T de, em média, 0,521, o que indica que aproximadamente 50% das empresas da amostra mensuraram seus estoques pelo VRL, ou seja, reconheceram perdas entre 2010 e 2015. Quanto à avaliação, o índice T de 1,00 demonstra que as empresas varejistas tendem a avaliar seus estoques pelo CMd. No tocante à evidenciação, observou-se uma tendência de as empresas aderirem plenamente à divulgação dos itens requeridos pelo CPC 16 (R1), o que contribui com uma melhor comparabilidade das informações constantes nas NEs. Além disso, observaram-se diferenças nos indicadores estoque/ativo total entre as empresas que mensuraram estoques pelo MC e as que ajustaram ao VLR, o que indica que os métodos de mensuração influenciam indicadores que têm valores de estoque como base.


Palavras-chave


Comparabilidade; Estoques; Empresas Varejistas.

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ConTexto - Revista do Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade da UFRGS - E-ISSN: 2175-8751

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