MELHORES EMPRESAS PARA OS EMPREGADOS E RETORNO PARA O ACIONISTA: EXISTE ALGUMA RELAÇÃO?

Emanuel Rodrigues Junqueira, Jorge de Souza Bispo, Mônica Sionara Calijuri

Resumo


O presente trabalho teve por objetivo avaliar se as sociedades anônimas, classificadas por ramo de atividade, que foram identificadas na matéria “150 Melhores Empresas para Você Trabalhar” da revista Guia Exame/Você S/A (2006), doravante denominada, neste artigo, RMT, apresentaram retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) superiores ao das empresas não selecionadas. Portanto, a hipótese de pesquisa que foi testada foi a de que o retorno para o acionista, medido pelo ROE das Sociedades Anônimas indicadas como melhores para trabalhar pela RMT (2006) é maior do que o ROE das empresas que não foram selecionadas. A justificativa para este estudo está na tentativa de verificar se a Teoria Comportamental, que procura entender como os funcionários buscam e encontram satisfação pessoal e motivação e, conseqüentemente, aumentam a produtividade da organização, é aderente à Teoria Econômica, que destaca como objetivo principal da organização a maximização da riqueza para o acionista. A coleta de dados das empresas selecionadas foi feita através da base de dados da RMT (2006). Já para a coleta de dados do ROE, utilizou-se do banco de dados da Economática dos anos de 2003, 2004 e 2005. A técnica estatística utilizada foi o Teste Não-Paramétrico de Mann-Whitney, com o objetivo de testar se as duas amostras independentes, o grupo das sociedades anônimas, separadas por setor, classificadas pela RMT, e o grupo das demais sociedades anônimas, também separadas por setor, eram de populações com médias iguais. Com base nesses testes estatísticos, não foi possível sustentar a hipótese inicial de que as sociedades anônimas classificadas pela RMT/2006 apresentaram ROE superiores às demais empresas desse tipo de sociedade.

Palavras-chave


Motivação. Desempenho. Retorno para o acionista.

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ConTexto - Revista do Programa de Pós-Graduação em Controladoria e Contabilidade da UFRGS - E-ISSN: 2175-8751

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