Labirintos da inclusão: a medicalização enquanto prática perversa na educação

Iasmim Santos Silva, Helena de Almeida Cardoso Caversan, Kelly Naiara Soares de Souza Santos, Miguel Levi de Oliveira Lucas, Thauany Duarte Diniz, Renata Gonçalves de Melo, Maria Carolina de Andrade Freitas

Resumo


A medicalização da vida constitui um discurso e um processo presente em diversos contextos, inclusive nas instituições educacionais, alcançando crianças e adolescentes em idade escolar. Percebe-se, nesse movimento, uma redução da compreensão de temas como saúde, aprendizagem, educação, cuidado e assistência à uma afirmação biomédica que negligencia os aspectos sociais em prol de uma leitura biologizante. Dessa forma, o discurso e as práticas medicalizantes podem atribuir às formas de existência múltiplas uma perspectiva reducionista. Este trabalho pretende discutir como a medicalização se insere enquanto prática reducionista que pretende supostamente a inclusão do aluno público-alvo da educação especial na educação brasileira, mas pode produzir efeitos paradoxais e perversos. Para tanto, utilizou-se da revisão narrativa de literatura, em artigos e demais obras que versam sobre o assunto, para descrever e discutir a problemática apresentada. Importa apontar, contudo, a construção de uma educação que compreenda o aluno enquanto sujeito singular, indo além de uma perspectiva classificatória fundamentada em uma lógica biomédica. Busca-se valorizar e reconhecer as diversas formas de ser e aprender, considerando na análise fatores sociais, políticos e culturais como fundamentais na discussão acerca da educação inclusiva.

Palavras-chave


Educação; Medicalização; Inclusão

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DOI: https://doi.org/10.22456/2595-4377.114033

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ISSN 0103-6041
ISSN 2595-4377 (online)


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