Deficiência intelectual e processos patológicos: historicidade conceitual e os possíveis efeitos nos processos de escolarização

Carla Maciel da Silva

Resumo


O presente estudo tem como objetivo central problematizar e contextualizar a historicidade do conceito de deficiência intelectual, buscando observar e discutir como esta vem sendo compreendida nos últimos anos e quais têm sido os possíveis efeitos em relação aos processos diagnósticos, patológicos e de escolarização. A pesquisa, de cunho qualitativo, utiliza, predominantemente, a pesquisa bibliográfica e a análise documental. A base teórica de referência foi o pensamento sistêmico associado aos estudos do campo da educação especial. A partir da análise, pode-se inferir um tímido debate em relação à perspectiva socioecológica; porém, as formas de avaliação e diagnóstico dos sujeitos com deficiência intelectual seguem uma perspectiva psicométrica. Destaca-se a ação e influência de manuais diagnósticos internacionais no que diz respeito à definição do conceito e dos processos de identificação e diagnóstico no contexto das práticas e da instituição de políticas públicas no contexto brasileiro. A partir do exposto, pode-se concluir que o debate relacionado ao fenômeno da deficiência intelectual, apesar de relevante na produção acadêmica brasileira, apresenta-se complexo e ainda incipiente no que tange ao conceito e aos processos de identificação, avaliação inicial e escolarização desse alunado.

Palavras-chave


Educação especial. Deficiência intelectual. Inclusão escolar. Patologização. Despatologização da vida.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2595-4377.113875

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ISSN 0103-6041
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