Juventude e transitoriedade: o perfil dos residentes de IRPAA e os aspectos de sua formação

Alexandre Junior de Souza Menezes, Ricardo José Rocha Amorim, Adelson Dias de Oliveira

Resumo


O presente artigo tem como objetivo ampliar a especificidade da abordagem histórica que gira em torno da discussão “repúblicas estudantil” e “juventude”, bem como desenvolver considerações teórico/metodológicas sobre a condição juvenil vivida por estes jovens. Utiliza-se metodologicamente de narrativas de 10 (dez) colaboradores, sendo 6 (seis) jovens que vivem e 4 (quatro) que viveram em uma república de estudantes mantida por uma organização não governamental situada na cidade de Juazeiro, na Bahia, em que oferecem para além da estadia possibilidades formativas no âmbito da convivência com o semiárido, aspecto este que se contrapõe a formação técnica profissionalizante sob os quais estão submetidos. Apresenta como principais resultados a reflexão de que estes jovens que são de origens diferentes, seja do campo com bases tradicionais (indígenas, quilombolas, pescadores, agricultores familiares, familiares, fundo de pasto, movimentos sociais, etc.), se constituem como jovens transitórios, sendo o resultado doprocesso de construção do sujeito, a partir do hibridismo juvenil, influenciado pelos movimentos transitórios, o que configura como principal desafio para se pensar e propor processos formativos que atendam às necessidades específicas destes sujeitos, seja no campo educacional, de movimentos sociais e/ou da ecologia humana.

Palavras-chave


Formação; Interdisciplinaridade; Hibridismo juvenil; Movimento transitório; Narrativas.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2595-4377.111275

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ISSN 0103-6041
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