De sujeito a colaborador: a privação dos direitos das juventudes na era da liberdade neoliberal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2595-4377.111213

Palavras-chave:

Juventude, Neoliberalismo, Privação de Direitos

Resumo

Neste estudo é analisada a noção de liberdade difundida pelo neoliberalismo nas juventudes. A pluralidade de contradições que reverbera a partir da lógica do empreendedorismo, em vez de conceber a promessa de autonomia financeira, gera uma massiva privaçãode direitos sociais. Desde 2013, com a promulgação do Estatuto da Juventude (Lei 12.852), são previstas garantias que deveriam balizar ações do poder público no intuito de promover dignidade às pessoas de 15 a 29 anos. Todavia, mesmo compreendidas como sujeitos de direitos, as/os jovens experienciam uma condição juvenil marcada pela expansão de graves problemas estruturais. Assim, os discursos que impactam as juventudes são baseados no individualismo e na meritocracia: juntos geram uma sensação de liberdade que ocasiona uma superexploração. A construção de alternativas que valorizam a coletividade é uma forma de transgredir os valores neoliberais e construir uma liberdade que seja comungada por todas e todos.

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Biografia do Autor

Rocheli Koralewski, Universidade Federal da Fronteira Sul

Secretária liberada da Pastoral da Juventude da Diocese de Erexim para o triênio 2019-2021. Também está na coordenação regional da Pastoral da Juventude do Regional Sul 3 (2018-2020) e no grupo de trabalho central da Campanha Nacional de Enfrentamento aos Ciclos de Violência Contra a Mulher. Graduanda do sétimo período do curso de Licenciatura em Ciências Sociais na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - Campus Erechim - RS. Foi bolsista do Grupo PET Práxis - Conexões de Saberes/ FNDE, grupo com foco nas discussões sobre educação popular com base em Paulo Freire (2017-2019). Voluntária no PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) 2017/2-2018/2 com a pesquisa História, temporalidade e mitologia Guarani: reflexões teóricas e comparações etnográficas no contexto das terras baixas sul-americanas. Compôs a gestão do Diretório Acadêmico de Ciências Sociais Lélia González (2018) e foi representante discente no Colegiado do curso de Ciências Sociais (2018). Pesquisa atualmente sobre juventudes, classes sociais e desigualdades.

Gabriel Tamanchieviz Argenton, Universidade Federal da Fronteira Sul

Formado no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande Sul - UFRGS -. Atualmente é estudante do Curso Interdisciplinar em Educação do Campo: Licenciatura em Ciências das Natureza, na Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS -, Campus Erechim. Bolsista de iniciação científica em edital interno da UFFS, no projeto "Mediações Para Movimentos Sociais No Sul Do Brasil" com orientação do Prof. Dr. Humberto José da Rocha.

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Publicado

2021-04-28

Edição

Seção

Temática especial