O maior, o mais ignorado, o mais combatido: o movimento das ocupações estudantis no Paraná em 2016

Luis Antonio Groppo, Suely Aparecida Martins, Ana Luisa Fayet Sallas, Simone de Fátima Flach

Resumo


O artigo tem como objetivo compreender as causas do movimento de ocupações de escolas no Paraná, no 2o semestre de 2016, o segundo maior movimento de ocupações estudantis na história, em todo o mundo. A partir de revisão bibliográfica sobre o movimento paranaense e da realização de 15 entrevistas com jovens, dialogamos com Jacques Rancière e Alberto Melucci, na tentativa de melhor compreensão da dinâmica deste movimento. Aspectos conjunturais e estruturais ajudam a explicar o êxito das ocupações no Paraná, capazes de expressar a pauta de resistência à regressão nos direitos educacionais e sociais, que rejeitava a Medida Provisória de Reforma do Ensino Médio e o projeto de Emenda Constitucional do “teto de gastos”. As ocupações tiveram êxito também em expressar diversas demandas e aspirações de jovens estudantes do Ensino Médio, as quais foram tomando forma desde o período de latência do movimento. Entretanto, um bem-sucedido contramovimento, em conjunção com a repressão estatal e a judicialização do movimento, dificultou que as ocupações tivessem o mesmo impacto nas demais unidades da federação entre outubro e dezembro de 2016.

Palavras-chave


Ocupações secundaristas; Juventude; Movimentos de juventude.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2595-4377.110919

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ISSN 0103-6041
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