Jovens narrativas gays: (a)normalidade, reconhecimento e medo nos espaços educacionais

Alexandre Luiz Polizel

Resumo


Este manuscrito tem por objetivo traçar considerações acerca das tecnologias de poder e de resistência, evidenciadas nas narrativas de si de um jovem gay licenciando de química da Universidade Estadual de Maringá (UEM), durante sua trajetória pelos espaços educacionais. A investigação deu-se sob a perspectiva heteroautobiográfica, a fim de possibilitar a construção de narrativas de si. As construções das narrativas foram guiadas utilizando um roteiro com questões, sendo esta audiogravada, transcrita e acompanhada por tomadas de notas em caderno de campo, sendo empregada análise de discurso sob inspiração Foucaultiana. Evidenciou-se que as questões de violação atreladas a sua identidade sexual eram catalisadas pelo estatuto de verdade vigente que estabelece um quadro de normatividade cis-heteronormativa. O quadro normativo aciona tecnologias de poder sob o corpo gay que se dá: i) no âmbito do reconhecimento, em um primeiro momento negando a possibilidade de reconhecer pela não visualização de si, devido ao medo de uma violação; ii) como técnica de resistência o reconhecimento se dá em relação a um Outro membro do grupo identitário LGBT, catalisada pelas violações sofridas por estes; iii) na afirmação de si e requerimento de validação de seu modo de ser, após votação do Plano Nacional de Educação. 

Palavras-chave


Narrativas de si. Heteroautobiografia. Espaços de ensino. Normatividade. Tecnologias de poder. Juventudes

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DOI: https://doi.org/10.22456/2595-4377.110659

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