A prática de slam no ensino de literatura na EJA: refletindo um currículo antirracista

Giovanna Medeiros Torres, Juçara Benvenuti

Resumo


Esse relato de experiência traz resultados obtidos a partir do sarau antirracista realizado na véspera do dia consciência negra, no dia 19 de novembro de 2019, com os alunos da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio de Aplicação (CAp/UFRGS). A atividade buscou potencializar ações de educação para as relações étnico-raciais, especialmente no que se refere ao ensino de literatura. A participação do convidado Ariel Freitas, ativista, jornalista e poeta, trouxe a prática de poetry slams, sendo essa uma categoria literária ainda pouco reconhecida em ambientes tradicionais, surgida a partir de competições de poesia falada, e que “vêm figurando entre as mais inventivas e democráticas práticas da poesia performática em todo o mundo, com notáveis aspectos sociais, culturais, políticos e artísticos[1]”. Busca-se, a partir desse relato, promover uma reflexão acerca da necessidade de incluir cada vez mais pautas raciais no currículo do ensino básico, pensando especialmente a categoria da EJA, a mais atingida pelo analfabetismo, e nos empecilhos que muitos alunos encontram para acessar uma ferramenta básica e essencial para o pleno exercício da cidadania: a escrita.

[1] D’ALVA, Roberta Estrela. SLAM: voz de levante. São Paulo: Ed. Rebento, 2019.


Palavras-chave


EJA; Slam; Educação antirracista; Poesia falada

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22456/2595-4377.106550

Direitos autorais 2021

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

ISSN 0103-6041
ISSN 2595-4377 (online)


Indexadores

Apoio e fomento