VOLATILIDADE DA TAXA DE CÂMBIO REAL EFETIVA E EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

Karen Dias Corrêa, Claudio Roberto Fóffano Vasconcelos, Luiz Antônio Lima Júnior

Resumo


Este trabalho tem como objetivo analisar o efeito de longo prazo da volatilidade da taxa de câmbio real efetiva sobre os produtos básicos, semimanufaturados e manufaturados exportados do Brasil para os principais parceiros econômicos, sendo estes Estados Unidos, União Europeia e Mercosul. A literatura teórica é controversa com relação aos efeitos esperados da volatilidade sobre as exportações. O presente estudo avança em relação à literatura empírica reunida aqui em duas direções: na metodologia de mensuração empregada na volatilidade e na categoria de produtos utilizados. Para tanto, foi empregada a abordagem de cointegração via modelo ARDL, teste de Fronteira de Pesaran, Shin e Smith (2001). Os principais resultados são que há evidência de que a volatilidade tem um impacto negativo sobre as exportações brasileiras com destino ao Mercosul. Quanto às exportações para os Estados Unidos, os resultados são contraditórios, dado que apresentaram uma relação negativa entre a volatilidade e exportações dos produtos manufaturados e semimanufaturados e uma relação predominantemente positiva na análise desagregada em capítulos da NCM. Por fim, para a União Europeia, apenas na análise desagregada ocorreu a relação estatística de longo prazo entre volatilidade e exportações. Neste caso, a predominância das relações foi negativa.

Palavras-chave


Volatilidade cambial; Exportações; Cointegração

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DOI: https://doi.org/10.22456/2176-5456.59163



 
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Ciências Econômicas
Revista Análise Econômica
ISSN 0102-9924 / e-ISSN 2176-5456