CRISES FINANCEIRAS E O PAPEL DA POLÍTICA ECONÔMICA: UMA ABORDAGEM PÓS-KEYNESIANA

Lucas Lautert Dezordi, Marcelo Curado

Resumo


O objetivo central deste artigo consiste em discutir a condução das políticas econômicas, monetária e fiscal, em um ambiente de fragilidade financeira através de um modelo macrodinâmico. A evidência histórica destaca que, para evitar períodos de depressão econômica e pânicos prolongados, como ocorreram na Grande Depressão, as políticas econômicas devem ser coordenadas. A combinação de baixa taxa de juros e aumento do déficit público torna-se fundamental para estabilizar o sistema. O modelo proposto parte da identidade macroeconômica kaleckiana de determinação de lucro e, em seguida, utiliza os conceitos fundamentais do pensamento pós-keynesiano. Os resultados indicam que a combinação de queda na taxa de juros deve ser seguida por uma expansão do déficit público para estabilizar o sistema em períodos de severa fragilidade financeira das empresas. Em casos de colapso da eficiência marginal do capital, decorrente, por exemplo, de uma deterioração do estado de confiança, a queda dos juros no nível da “armadilha da liquidez” torna-se fundamental para estabilizar o modelo.


Palavras-chave


Fragilidade financeira; Políticas econômicas; Macroeconomia pós-keynesiana.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2176-5456.35288



 
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Ciências Econômicas
Revista Análise Econômica
ISSN 0102-9924 / e-ISSN 2176-5456