COMPORTAMENTO DOS BANCOS, PERCEPÇÃO DE RISCO E MARGEM DE SEGURANÇA NO CICLO MINSKIANO

Luiz Fernando Rodrigues de Paula, Antonio José Alves Júnior

Resumo


O objetivo principal deste artigo é analisar o papel dos bancos
e do estado de confiança no ciclo econômico de Minsky. Em particular, mostra-se que a compatibilidade entre a hipótese de fragilidade financeira de Minsky e a dinâmica do ciclo econômico depende da evolução da percepção de risco dos agentes durante o ciclo. Neste sentido, o ciclo econômico pode ser caracterizado por um aparente paradoxo: a percepção de risco (microeconômico) e a fragilidade (macroeconômica) da economia caminham em sentidos opostos. Isto ocorre porque quando a economia está em processo de crescimento, os agentes (empresas financeiras e não-financeiras) tendem a diminuir suas margens de segurança sem que isto esteja associado a uma mudança nas suas preferências individuais por "risco e retorno". O otimismo, a partir de uma perspectiva pós-keynesiana, se manifesta na redução do risco percebido pelos agentes em função da alteração no estado de confiança dos agentes. Paradoxalmente, a mudança nas posturas financeiras dos agentes econômicos ao longo do ciclo não é percebida pelos agentes econômicos ao mesmo tempo em que leva a uma crescente fragilização financeira da economia. Isto porque a dinâmica do ciclo econômico em Minsky depende da evolução do risco percebido pelos agentes econômicos, que tende a se alterar ao longo das fases do ciclo.

Palavras-chave


Ciclo econômico. Bancos. Minsky. Teoria pós-keynesiana.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22456/2176-5456.10726



 
.........................................................................................................................................................................................................................

Indexadores


 PROPESQ  PROPESQ PROPESQ   PROPESQ      PERIÓDICOS UFRGS


 
.........................................................................................................................................................................................................................

Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Ciências Econômicas
Revista Análise Econômica
ISSN 0102-9924 / e-ISSN 2176-5456