EQUILÍBRIO TEMPORÁRIO, ANÁLISE DINÂMICA E O MOTIVO FINANÇAS DE DEMANDA DE MOEDAS. É A TAXA DE JUROS UM FENÔMENO ESTRITAMENTE MONETÁRIO?

José Luís Oreiro, Flavia Dias Rangel

Resumo


Este artigo procura demonstrar que a incorporação do motivo finanças de demanda de moeda ao arcabouço analítico da Teoria da Preferência pela Liquidez invalida a proposição de Keynes segundo a qual a taxa de juros seria um fenômeno estritamente monetário. De fato, por intermédio do modelo de equilíbrio geral temporário desenvolvido por Oreiro (1998), demonstra-se que (i) um aumento do valor da eficiência marginal do capital tem efeito direto sobre o nível de taxa de juros, (ii) em steady-state a política monetária é apenas um dos determinantes da taxa real de juros, sendo esta também influenciada pela rentabilidade esperada dos projetos de investimento. Como corolário dessa argumentação, segue-se que a taxa de juros é um fenômeno monetário, mas não estritamente monetário.

Palavras-chave


Interest rate. Finance motive. Equilibrium and dynamics.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2176-5456.10661



 
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Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Ciências Econômicas
Revista Análise Econômica
ISSN 0102-9924 / e-ISSN 2176-5456