Memórias Escolares: sem ressentimentos

Marlene de Souza Dozol

Resumo


O presente trabalho convida a pensar - de um outro modo -  as memórias escolares que uma parte considerável da literatura ajudou a cristalizar no ideário pedagógico moderno e contemporâneo. Não são incomuns imagens que reeditam, para os autores artistas que a compõem, uma experiência escolar dolorosa, descrita sob o signo da mágoa, sombra permanente sobre as instituições de ensino situadas num passado que não se quer repetir. Mas, seriam tais imagens, de fato, tão unânimes quando se trata, em linguagem literária, de escrever sobre a escola e, o ressentimento, a categoria central para lembrar esse tempo? Não é o que a obra Balão Cativo, do memorialista brasileiro Nava (1903-1984), evoca: negando-se ao cultivo do ressentimento, o autor nos dá a conhecer o seu tempo de escola pela via do humor, do perdão e de um delicado sentimento de gratidão.  

Palavras-chave


Literatura. Memória. Escola.

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