Notícias

Chamada aberta para o próximo número

 
Dossiê Guerra do Paraguai e Literatura na América do Sul

A Guerra do Paraguai ou Grande Guerra do Brasil (1864-1870) foi um fato histórico e político significativo, que mobilizou as forças militares brasileiras, argentinas e uruguaias em conflito bélico contra a jovem república paraguaia, em torno, principalmente, das disputas territoriais e econômicas. Apesar das imensas perdas humanas, produziu um imaginário rico, registrado em prosa e verso, que constitui, com o passar dos anos, uma espécie de solo comum na região sul da América. Do lado brasileiro, por exemplo, que ainda era um império no século XIX, pode-se acompanhar, desde então, a instauração do Estado Nacional, as "guerras" culturais em torno da identidade, a limitação das fronteiras e as políticas linguísticas que promovem a modernização do país ao longo do século XX. Compartilhada no avesso da animosidade, a memória da guerra, que envolveu combatentes negros, índios, imigrantes, torna-se um potente gerador de ficção, muitas vezes com caráter transnacional e ignorando deliberadamente as construções geopolíticas das nacionalidades. O Dossiê Guerra do Paraguai e Literatura na América do Sul propõe um resgate das formas, consideradas esforços artísticos de reflexão, convivência e sobrevivência.

Organizadores: Gerson Roberto Neumann; Rita Lenira de Freitas Bittencourt

Prazo final para envio de artigos: 05 de junho de 2017
 
Publicado: 2017-05-12
 

Chamada aberta para o próximo número

 
Dossiê Os pós-modernos e os modernos na poesia portuguesa

A poesia que se produz desde os anos 1970 em Portugal evidencia os rumos de uma sociedade que aspirava a um novo regime de liberdade, no limiar de uma experiência de integração que logo viria com o ingresso na União Europeia. O país deixava uma situação de declínio do regime salazarista, experimentada com a guerra colonial e a perda do antigo Império, para enfrentar questões desafiadoras, tanto na dimensão econômica quanto na cultural, como a globalização e a hipermodernização. Os poetas desobrigam-se da tradicional pertença a grupos ou revistas, preferindo explorar caminhos mais individuais, violando as fronteiras arte-vida, Portugal-Europa, para expressar incertezas, autoexame e questionar o horizonte que se abre como incógnita. Todavia, o legado do modernismo não foi abandonado. Revisitando formas e temas, por vezes ludicamente, por outras reflexivamente, estão presentes nessa poesia finissecular que se derrama pelo novo milênio os clássicos modernos, seu rigorismo construtivo, sua metapoética, seu ímpeto de ruptura e originalidade. O dossiê Os pós-modernos e os modernos na poesia portuguesa quer apresentar um painel analítico de novas vozes atuantes, sem denegar a força renovadora das que as antecederam e moldaram o feitio da poética portuguesa.

Organizador: Maria da Glória Bordini

Prazo final para envio de artigos: 02 de agosto de 2016
 
Publicado: 2016-07-01
 
1 a 2 de 2 itens